Wednesday, May 15, 2013

Jovem canadense criada por pai homossexual



Eu vi uma imagem falando que no Canadá, um mulher que teria sido criada por um casal homossexual está lutando para que os governantes de todo o mundo zelem pela manutenção da família tradicional (Homem e mulher).

Segundo o relato, essa jovem, viveu com um pai homossexual, que não mantinha relações monogâmicas e que os parceiros de seu pai não se importavam com ela.
No próprio relato, ela menciona que após a morte de sua mãe, ela foi criada pelo pai, que era homossexual, e que, havia sido abusado física e sexualmente na sua infância, o que, segundo ela, teria acarretado nele uma sequência de distúrbios de natureza psicológica, partindo de instabilidade emocional a falta de comprometimento em um relacionamento, e ainda à infectologias por meio de DSTs.

Evidentemente, há uma diferença entre ser homofóbico e simplesmente não gostar das práticas homossexuais. Por exemplo: Você dizer que não concorda com as práticas homossexuais, pois os homossexuais são anormais, vão para o inferno, querem acabar com a raça humana, etc... Isso é um tipo de comportamento homofóbico, pois, você está incitando o ódio e fazendo acusações que vão além de sua capacidade de julgar (a menos que você possua uma tese com resultados que comprovem tudo o que está dizendo). Agora você dizer: “Eu não gosto quando casais homossexuais ficam falando de suas intimidades dentro de shoppings, transporte público, ou mesmo que eles fiquem se beijando nos restaurantes e nas praças.” Isso é um sua opinião sobre um fato. Ainda que você esteja qualificando sua opinião, adicionando filtros sociais, mas, cabe o bom-senso. Seria agradável ver um casal, ainda que heterossexual, se beijando na praça de alimentação (e convenhamos, um selinho é uma coisa, um beijo apaixonado, cinematográfico é algo um pouco descomedido para ambientes públicos – minha opinião), ou mesmo falando de suas intimidades no transporte público? Não creio que o fato do casal ser homo ou heterossexual vá qualificar ainda mais o ato em si, pelo contrário, creio que qualquer que seja o casal, que estiver tendo este tipo de atitude, não está tendo um comportamento aplicável à moral do grupo. Isso então, não seria um comportamento homofóbico, mas sim, uma questão de opinião. Levando isso para outro aspecto, pode-se dizer que, se você não gosta que uma pessoa fume perto de você por que você não gosta do cheiro da fumaça, ou acredita estar cuidando de sua saúde, seja sua opinião. Agora, quando a você querer dizer que o indivíduo tabagista seja menos importante do que você, por que ele está tentando acabar com a própria vida e com a dos demais, que ele é anormal, pois não nasceu fumando e agora fuma, etc... Isso sim é um ato de preconceito, pois, você está, não apenas expressando sua opinião, como também criando um discurso de ódio e desprezo contra a opinião de outra pessoa.

Voltando ao caso da jovem canadense que acredita que o pai era homossexual e um pouco “descuidado” devido a traumas sofridos na infância. Convenhamos, há estudos sobre o comportamento humano muito bem elaborados, e seus resultados são de conhecimento de grande parte da sociedade. Quase que se tem uma unanimidade nos resultados destes estudos, apontando que o meio onde as crianças são criadas pode interferir na formação de seu caráter quando adulto. Agora, vamos à comparar este resultado com o relato dessa suposta jovem.

Será que todo homossexual, ou pelo menos, a maioria deles, sofreu abusos quando crianças? O pai dela ficou com ela por ser sua própria filha (segundo deu para entender). Será que todo homossexual é obrigado a adotar uma criança? E todos os que quiserem adotar têm histórico de abuso sexual e/ou físico? Todo homossexual é promíscuo e trata os relacionamentos como algo banal?

Acho que com a resposta dessas perguntas (pelo menos no meu caso) se torna fácil concluir que o caso dessa jovem canadense foi algo pontual. É pouco provável que isso se repita com uma parcela grande de crianças que vivam em lares compostos por famílias homossexuais. Assim como, a maioria da população cresce em ambientes que estão aquém de serem os ideais para a formação do “caráter perfeito” para a sociedade, mas, mesmo assim, não são todos os que vivem neste ambiente que se tornarão criminosos, ainda que nem todos sejam um “case de sucesso mundial”.

Finalizando, uma questão no mínimo intrigante. Andei fazendo alguns rastreios de fontes da notícia vinculada aqui no Brasil, e segui um rastro de fontes que eu caracterizo como sendo, no mínimo, suspeito. Vejam a seguir:

Um dos primeiros resultados sobre o assunto que encontrei ao pesquisar no Google sobre o assunto: “mulher criada por homossexuais” foi o seguinte:

Um fórum de jogos de um grande portal de conteúdo.

A referência dessa postagem era:
Um blog relativamente pequeno, que busca manter seu público informado sobre notícias diversas. Pouco se sabe à respeito dele ou de seus autores. E, por sua vez, a referência desse blog é a seguinte:
É uma espécie de rede social (se assim pode ser chamado), parece mais um agregador de links, onde as pessoas podem compartilhar informações em uma espécie de blog. O responsável pelo post, pelas informações disponíveis na plataforma é um argentino (esperava um canadense), faz parte do grupo da taringa há 4 anos, possui apenas 21 postagens, sendo perceptível sua cristandade (não que isso diminua a qualificação de suas postagens, mas pressupõe-se a maioria dos adeptos do cristianismo sejam contrários à prática homossexual). Mas, não foi ele o autor do relato. Ele usou uma outra referência:
Que redireciona para:
Cujo conteúdo foi removido, mas os comentários não. O que possibilita subentender, à partir da leitura dos comentários, que havia um texto que falava sobre homossexualismo, ou homossexualidade, como queiram. Onde a autora do post parece ter uma facilidade para tratar com assuntos que causem grande divisão de opiniões.

Misteriosamente, as fontes acabam por aí... Então, como saber da veracidade do fato? Cadê os canadenses? Como um fato desses pode repercutir por toda a américa, principalmente no extremo oposto de onde ele se sucedeu, mas não onde teve sua origem? Então, fui buscar um pouco mais sobre isso, em um link que encontrei em um dos artigos anteriores. Acabei localizando este site:
Supostamente, é o site dessa jovem tida como centro da história. Ela estaria escrevendo sua autobiografia, relatando como foi sua infância e adolescência. Procurei saber um pouco mais sobre a jovem com rápidas pesquisas na web, e encontrei um suposto perfil em uma grande rede social. O perfil é bastante reservado. Apenas dá para saber que ela ingressou na rede em 2007, e das suas duas únicas fotos abertas ao público, a mais antiga é a capa de seu livro datando de 2010. Não é possível saber muito a seu respeito, exceto que ela é uma jovem cristã e que possui um livro.

Na minha opinião, ela pode ter passado por períodos difíceis (quem nunca?), mas, ao que parece ela se tornou uma cidadã que heterossexual, que tem uma família (segundo informações nos blogs pesquisados), e que vive como a maioria da população global, longe de uma utopia, com seus desgosto com experiências do passado, mas, tentando levar a vida da melhor forma possível. Este caso nos leva a pensar um pouco em certos tabus, tais como: “Todo filho de homossexual se tornará homossexual.” Não é o que parece. Entre algumas outras lições de vida.

Ainda assim, eu vejo que pode haver uma grande jogada de marketing por trás da história dela, o site e a forma como a história é contada. Tanto que no site dessa jovem tem um link direto para quem se interessarem comprar um exemplar de seu livro, com versão impressa e eletrônica. A quem for de interesse, o link é este aqui:
E a quem for de interesse, tem uma matéria aqui no site da Super Interessante que visa apontar quatro elementos, tidos como mitos, sobre filhos adotados por casais homossexuais:
http://super.abril.com.br/cotidiano/4-mitos-filhos-pais-gays-676889.shtml

Agora, cabe a cada um analisar os fatos e as evidências e acreditar no que achar mais conveniente. 

Thursday, January 31, 2013

Origem do mês de janeiro – Supercurioso#001

O nome do mês de janeiro, palavra que desembarcou em nossa língua no século 13, vem do latim Januarius mensis ou apenas Januarius (Ianuarius em latim), que significava “mês consagrado ao deus Jano”, uma entidade que, na mitologia romana, era responsável pelos portais, pelas passagens e até mesmo o começo.
Foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715-672 a.C.), sucessor de Rômulo, personagem histórico-mítico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 21 de março.
Deus bifronte, isto é, de duas caras (em algumas representações, uma de homem e a outra de mulher), Jano tinha o poder de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, para dentro e para fora, por isso o primeiro mês do ano recebe o nome em sua homenagem, aquele em que se dá a transição entre o velho e novo.
 


 
Segundo não só a mitologia romana, mas também etrusca, Jano (Ianus) era o porteiro celestial. Representado com duas cabeças, simbolizando os términos e os começos, o passado e o futuro, o dualismo relativo de todas as coisas. Em seu templo, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. Jano preside tudo o que se abre, é o deus de todos os começos e também de tudo aquilo que regressa ou que se fecha.




Tuesday, May 29, 2012

Vida - parte 1

"O pior não é tentar e fracassar, mas sim, não tentar e viver a eterna expectativa de como poderia ser."

-={Ricardo Aurélio Januário}=-

Tem gente que não tenta fazer o bem porque dizem que a paz é utopia. Há pessoas que não tentam amar, porque acreditam que o amor é um jogo de interesses. Cidadãos não buscam o aprimoramento constante, pois nos é ensinado que a perfeição é algo inatingível.



São tantos os conceitos que nos cercam, e pessoas querendo nos derrubar, que muitas vezes, sem perceber, somos derrubados por pequenas coisas, poeira que serve para ofuscar a lente por onde observamos um espetáculo tão grandioso ao qual chamamos de vida.

A vida passa, pessoas passam, como dizem até "uva passa", mas nem por isso ela deixa de ser uma iguaria. Assim somos nós. Nascemos, crescemos e morremos. Esse é o caminho básico, o mais fácil, muitas pessoas preferem seguir por este caminho, afinal, nele não nos são dadas muitas alternativas, apenas a de seguir em frente. Mesmo que peguemos um caminho alternativo, o fim parece ser sempre o mesmo... Neste momento me vem a frase: "Feliz é o budista, que vê tudo como uma eterna possibilidade de mudança". Estou adotando esta frase como filosofia de vida, afinal, se eu estou com saúde hoje, posso ter certeza que algum dia eu deixarei de estar com a mesma saúde. Se estiver doente hoje, com certeza isso não irá manter-se para sempre. Se eu tenho uma Ferrari hoje, posso não tê-la daqui algum tempo é um pensamento muito interessante.

As pessoas desistiam quando eram ignorantes, os estudos eram poucos e a tecnologia existente limitava as possibilidades, hoje, a filosofia citada a cima atesta sua validade, a tecnologia mudou, possibilitando maiores avanços em várias áreas. O que não mudou tanto foram as pessoas que ainda continuam a desistir de seus sonhos e planos.

Se a paz é utopia, eu quero ser um sonhador, perdido em devaneios, capaz de sentir em meu mais íntimo a sensação de como poderia ser. Quero sentir e aproveitar cada momento, pois se a palavra utopia existe é porque não é algo impossível, se a criatividade de alguém foi capaz de criar uma palavra de significado tão simples e completo, então, em algum momento esta palavra deixará de ser um conceito e se tornará concreta. Há séculos, máquinas voadoras eram conceitos, hoje, pesam muito mais do que as maiores aves, e voam com muito mais velocidade por maiores distâncias.

Se amar é um jogo de interesses, todos devem ficar despreocupados, afinal, nem que seja um jogo dos pontinhos, jogo da velha, ou os mais complexos jogos da atualidade, não importa seu estilo, todos são bons em pelo menos um tipo de jogo, o que nos dá esperança para o amor.

Se a perfeição é algo inatingível, porque é tão facilmente destruível? Se você comete um único erro está fora da perfeição... Acredito que para ser perfeito é preciso saber corrigir, é preciso saber reparar, é preciso saber desfazer e refazer. Um erro não lhe afasta da perfeição, mas sim mostra que você está sendo cada vez melhor em refazer, em reparar. Ser perfeito sem saber desfazer, nem refazer, não é ser perfeito, pois a ausência de erros não é sinônimo de acerto. Ser perfeito é sentir-se bem sabendo que já se sentiu mal. E saber que hoje se é bom só porque ontem se era quase bom. Evolução e perfeição não morrem de amores uma pela outra, nem são o Ying e o Yang, porém sabem que dependem uma da outra. Se você não souber evoluir, não será perfeito, pois quem nunca regrediu nem evoluiu, não tem como distinguir por qual caminho está seguindo.




Todos aqueles que nasceram nessa terra, mas que receberam o título de homens santos conseguiram superar a morte. A morte é apenas mais uma transformação pela qual passamos. Para muitos é apenas o fim, para muitos outros é apenas uma mudança. Para outros, é um recomeço de um ciclo em busca do cumprimento de suas verdadeiras missões, rumo ao verdadeiro sentido da vida.

"Que a morte seja o fim para os que nos deixam, mas que não seja a desculpa para não tentarmos."

-={Ricardo Aurélio Januário}=-

Afinal, a morte física atinge tão somente nosso corpo, mas nosso maior legado não é esse. Nosso legado é aquilo que fizemos antes da mudança de status vivo para morto. Se as flores nascem e morrem, as estrelas brilham e se apagam. O sol também morre. O universo, e tudo o que nele há também chegarão ao seu fim, mesmo que nós não estejamos aqui como hoje para vê-lo. Assim é vida. Comparada a isso ela é tão breve e fugidia quanto o piscar de um olho. Não nos damos conta de quão rápida ela seja, mas é esse o tempo que temos para rir e chorar, celebrar e sofrer, festejar e lamentar odiamos e também amamos... Ninguém nasce sabendo tudo isso, mas em maior ou menor intensidade, vivenciamos e aprendemos.

O bem e o mal nada mais são que nosso interior se questionando, da mesma forma que nos questionamos. Somos responsáveis por nossas atitudes, sempre tomadas visando o melhor para o momento. Muitos fatores se envolvem neste momento e nem sempre percebemos. Tudo é muito rápido nesta vida, e por isso não temos tempo de nos apegar a coisas, mas nos apegamos. Apaixonamo-nos por pessoas, e até nos apegamos, de repente, parimos... Tristeza, solidão, amor, ódio, são algumas das emoções mais intensas, pois muitas vezes são as menos vividas. A alegria de estar todos os dias com a pessoa amada muitas das vezes não supera a de ver um desafeto prejudicado. Um erro cometido por nós. Aprendemos a gostar mais do raro, enquanto que o comum vai sendo desprezado, até que o perdemos, e descobrimos o quanto algo tão comum nos faz tanta falta, enquanto algo mais raro nos faz pouca diferença.

O coração continua batendo... Ainda...



Saturday, March 31, 2012

Não tenho nada haver com isso…

Estou retirando este texto de uma postagem que fiz em um grupo do facebook, fiz as devidas adaptações, pois fazendo sua releitura percebi o quanto ele se encaixa à muitas situações.
Se algo está em desacordo com nossas necessidades, devemos sim reclamar nossos direitos, mas não ser radicais ou anarquistas. Infelizmente não é o que acontece nesse grupo, na minha ótica reduzida, limitada pelo desconhecimento do histórico dos integrantes mais ativos do grupo, se dão por falta de empatia, as pessoas se preparam para um debate querendo impor àqueles que discordam delas suas preferências
, sua ótica política, moral e social, enquanto poderiam estar aproveitando muito melhor este espaço para trabalharem coletivamente, conquistando os indecisos e mostrando vantagens de suas óticas.
Pessoas difíceis de lidar existem em todos os lugares, mas qualquer pessoa que queira fazer sua opinião ser respeitada não vai sair atacando as diferenças, mas sim, vai acalentar as semelhanças. Viver em sociedade, pelo menos na minha concepção é isso, saber que existem diferenças, mas que no fim, as diferenças convergem todas para o mesmo ponto, buscar o melhor para todos. Esse é o princípio da ética, querer o bem para os outros. Quando a gente quer o bem para os outros, deixamos de ser egocêntricos e passamos a ser mais empáticos. O ideal seria que todos fossem assim, mas infelizmente, é difícil resistir ao ego, e quando muitas pessoas fazem isso, como consequência tem um colapso social, que é quando as pessoas deixam de querer acreditar ou entender o que o outro sente e passa a se preocupar unicamente consigo mesma.
Por um Brasil mais BrasileiroÉ inadmissível, por exemplo, que em uma cidade alguém simplesmente venha a público e diga: "Se estão assaltando casas lá do outro lado da cidade eu não tenho nada haver com isso"... Como não? E a solidariedade? Ignorância é a pessoa se dizer isenta a um assunto que ocorre na cidade onde vive "por não ter acontecido na família dela". Se algo que supostamente não deveria estar, mas está acontecendo, ou é um paradoxo, ou há algo de errado em algum lugar, ex: Se você não está se sentindo bem e vai ao pronto socorro, lá é informado que não há médico naquele dia, o que está havendo então? "Ahh, mas não é problema meu eu tenho convênio lá sempre tem médico", isso é o que algumas pessoas podem responder, mas para os que pensam dessa maneira, sinto dizer, também é problema seu sim. Afinal de contas, você paga convênio porque quer e pode, pois o seu dinheiro é arrecadado anualmente através de taxas, impostos, tributos e contribuições, você passa 1/3 do ano trabalhando, dessa fatia, 1/3 do que você ganha você repassa voluntaria ou involuntariamente para o governo e sindicatos, então, se você ganha R$30.000,00 por ano, você está devolvendo aos cofres públicos aproximadamente R$10.000,00, acredito que é mais do que você paga de convênio, então, como é possível aquele cidadão que foi para o pronto socorro ter voltado para casa por falta de médico, uma vez que você está abdicando de seu direito, favorecendo assim aos supostamente menos favorecidos? Quer dizer então que a porcentagem da sua contribuição voltada para a saúde é simplesmente dinheiro jogado no lixo? Você joga seu dinheiro no lixo? Eu espero que não.
Então, pensem bem antes de dizer que "não tenho nada haver com isso", pois viver em sociedade é mais ou menos isso, não se alienar das necessidades dos demais indivíduos, manter suas obrigações e exigir seus direitos, pois o que é seu direito, também é dos outros. E muitos não têm acesso a informações tão básicas como essas, por que motivo? Alguém já se perguntou alguma vez? Não me interessa agora colocar em pauta quais são esses motivos, o mais interessante agora é saber: "De que forma estou colaborando para uma sociedade melhor?" A resposta da maioria deveria ser: “Participando ativamente da política do meu município, estado, país, grupo geopolítico, econômico e global", mas infelizmente, poucos participam, e dos poucos que participam vejo um princípio de anarquia generalizada, lógico que existem várias exceções, comentários bem colocados, mas também muito SPAM. Não vejo assunto mais ou menos importante, uma vez que o que move o mundo não são as certezas, são as dúvidas. Mesmo assim, ratifico minha decepção com o comportamento de alguns “representantes” do povo, de alguns integrantes desse grupo e minha decepção pelo mesmo não parecer estar atingindo os objetivos para os quais foi criado: "Ser a voz do cidadão".

Monday, November 28, 2011

Exercício de Revisão

Olá pessoal, sei que ainda não postei nada de word no blog, porém, aqui tem um exercício de revisão para quem vai fazer a avaliação agora no final do ano. É bem simples, serve apenas para dar uma breve revisada no conteúdo. Espero que seja útil e que todos se divirtam enquanto resolvem.


Experimentem também, enquanto resolvem estas palavras cruzadas dar uma vasculhada nas opções que estiverem sendo exibidas por perto das respostas que forem encontrando, isso já auxiliará vocês à assimilar onde está o quê.

Em breve mais exercícios para a revisão por aqui. E mesmo que só nas férias eu consiga postar algum conteúdo extra, não tem problema, o conhecimento se constrói com o tempo, e nunca é tarde demais para se aprender. Continuem estudando e fiquem sempre de olho, pois, em breve estarei fazendo muitas postagens por aqui.



Para imprimir essa brincadeira, basta clicar na imagem, depois, salvá-la no computador através da opção "Salvar Imagem como..." que só vai aparecer depois que você clicar com o botão direito do mouse. Escolha a pasta, salve no seu computador e pode imprimir depois.

Sunday, November 13, 2011

Aplicando as regras de normalização

É possível aplicar as regras de normalização de dados (também chamadas simplesmente regras de normalização) como próxima etapa do design. Use essas regras para ver se as tabelas estão corretamente estruturadas. O processo de aplicação de regras ao design do banco de dados é denominado normalização de banco de dados, ou apenas normalização.

A normalização é muito mais útil após a representação de todos os itens de informações e da obtenção de um design preliminar. A ideia é ajudar a assegurar que você distribua os itens de informações pelas tabelas corretas. O que a normalização não pode fazer é assegurar que se tenham todos os itens de dados corretos de início.
Aplique as regras em sequência, assegurando a cada etapa que o seu design chegue ao que é conhecido como "formas normalizadas". Cinco formas normalizadas são amplamente aceitas — da primeira forma normalizada à quinta forma normalizada. Este artigo se expande nas três primeiras, porque elas são tudo o que se exige para a maior parte dos bancos de dados.

Primeira forma normalizada

A primeira forma normalizada declara que a cada interseção de linha e coluna da tabela existe um valor único e nunca uma lista de valores. Por exemplo, não é possível ter um campo denominado Preço, em que se insira mais de um Preço. Quando se entende cada interseção de linhas e colunas como uma célula, cada célula poderá manter apenas um valor.

Segunda forma normalizada

A segunda forma normalizada requer que cada coluna não-chave seja totalmente dependente de toda a chave primária, não apenas de parte da chave. Essa regra aplica-se quando se tem uma chave primária que consiste em mais de uma coluna. Por exemplo, supondo que haja uma tabela contendo as colunas a seguir, onde Código do Pedido e Código do Produto formam a chave primária:
·         Código do Pedido (chave primária)
·         Código de Produto (chave primária)
·         Nome de Produto
Esse design desrespeita a segunda forma normalizada, uma vez que o Nome do Produto é dependente do Código do Produto, mas não do Código do Pedido, portanto, não depende de toda a chave primária. É preciso remover o Nome do Produto da tabela. Ele pertence a uma tabela diferente (Produtos).

Terceira forma normalizada

A terceira forma normalizada exige que não apenas todas as colunas não-chave sejam dependentes de toda a chave primária, mas que as colunas não-chave sejam independentes entre si.
Uma outra forma de dizer isso é que cada coluna não-chave seja dependente da chave primária e somente da chave primária. Por exemplo, na hipótese de haver uma tabela contendo as seguintes colunas:
·         CódigoDeProduto (chave primária)
·         Nome
·         SRP
·         Desconto
Suponha que Desconto dependa do SRP (suggested retail price, preço a varejo sugerido). Essa tabela desrespeita a terceira forma normalizada, porque uma coluna não chave, Desconto, depende de uma outra comuna não-chave, SRP. A independência da coluna significa que é possível alterar todas as colunas não-chave sem afetar nenhuma outra coluna. Se você alterar um valor do campo SRP, Desconto seria pertinentemente alterada, o que infringiria a regra. Nesse caso, Desconto seria movida para uma outra tabela chaveada em SRP.

Refinando o Design

Refinando o design

 

Quando tiver as tabelas, campos e relações necessários, crie e preencha as tabelas com dados de exemplo e tente trabalhar com as informações: criação de consultas, adição de novos registros, entre outros. Fazer isso ajuda a levantar os problemas potenciais — por exemplo, pode ser necessário adicionar uma coluna que se esqueceu de inserir durante a fase de design, ou pode haver uma tabela que deva ser dividida em duas tabelas para remover duplicação.

Confirme se é possível usar o banco de dados para obter as respostas desejadas. Crie rascunhos dos seus formulários e relatórios, e veja se eles apresentam os dados esperados. Procure por duplicações de dados desnecessárias e, quando encontrar alguma, altere o design para eliminá-la.
À medida que você faz experiências com o banco de dados inicial, provavelmente descobrirá espaço para melhoramentos. Seguem algumas coisas a serem verificadas:
·         Você esqueceu de alguma coluna? Se esqueceu, as informações pertenciam a tabelas existentes? Se se trata de informações sobre alguma outra coisa, será necessário criar uma outra tabela. Crie uma coluna para cada item de informação que necessita de controle. Se as informações não podem ser calculadas a partir de outras colunas, é provável que exijam uma outra coluna.
·         Existe alguma coluna desnecessária que possa ser calculada a partir de campos existentes? Se um item de informação puder ser calculado de outras colunas existentes — um preço descontado calculado do preço de varejo, por exemplo — em geral é melhor fazer exatamente isso e evitar criar uma nova coluna.
·         Informações duplicadas são repetidamente inseridas em uma das tabelas? Em caso afirmativo, talvez seja necessário dividir a tabela em duas tabelas que tenham a relação um-para-muitos.
·         Existem tabelas com vários campos, um número limitado de registros e vários campos vazios em registros individuais? Se for o caso, pense em criar novamente a tabela de modo que passe a ter menos campos e mais registros.
·         Todos os itens de informações foram quebrados em partes úteis menores? Se for necessário criar relatório, classificar, pesquisar ou calcular um item de informação, coloque esse item em sua própria coluna.
·         Cada coluna contém um fato sobre o tópico da tabela? Quando uma coluna não contém informações sobre o tópico da tabela é porque pertence a uma tabela diferente.
·         Todas as relações entre tabelas são representadas tanto por campos comuns como por uma terceira tabela? As relações um-para-um ou um-para-muitos requerem colunas comuns. As relações muitos-para-muitos requerem uma terceira tabela.

Refinando a tabela Produtos

Suponhamos que cada produto no banco de dados de vendas de produto incida sobre uma categoria geral, como bebidas, condimentos ou frutos do mar. A tabela Produtos poderia incluir um campo que apresente a categoria de cada produto.
Suponhamos que após examinar e refinar o design do banco de dados você decida armazenar uma descrição de categoria juntamente com o nome da categoria. Quando se adiciona um campo Descrição de Categoria à tabela Produtos, é preciso repetir todas as descrições de categoria de cada produto que incida nessa categoria — o que não é uma boa solução.
Uma solução mais adequada é transformar Categorias em um tópico novo para controle do banco de dados, com sua própria tabela e sua própria chave primária. Adicione então a chave primária da tabela Categorias à tabela Produtos como chave estrangeira.
As tabelas Categorias e Produtos têm uma relação um-para-muitos: uma categoria pode incluir mais de um produto, porém um produto só pode pertencer a uma categoria.
No momento de examinar as estruturas da tabela, preste atenção a grupos repetidos. Por exemplo, considere uma tabela contendo as seguintes colunas:
·         Código do Produto
·         Nome
·         Código de Produto1
·         Nome1
·         Código de Produto2
·         Nome2
·         Código de Produto3
·         Nome3
Aqui, cada produto é um grupo separado de colunas que diferem entre si apenas pela adição de um algarismo ao final do nome da coluna. Quando colunas numeradas dessa forma aparecerem, reexamine o design.
Esse tipo de design tem várias falhas. Com relação aos iniciantes, força a colocação de um limite superior no número de produtos. Tão logo você exceda esse limite, será preciso adicionar um novo grupo de colunas à estrutura da tabela, o que é uma tarefa administrativa essencial.
Um outro problema é que os fornecedores com número de produtos inferior ao máximo irão desperdiçar espaço, uma vez que as colunas adicionais estarão vazias. A maior falha com relação a esse design é que isso torna várias tarefas difíceis de desempenhar, como a classificação ou indexação da tabela por código ou nome de produto.
Sempre que forem exibidos grupos repetidos, examine detalhadamente o design, visando a dividir a tabela em dois. No exemplo acima é melhor usar duas tabelas, uma para fornecedores e uma para produtos, vinculadas por código de fornecedor.